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Berlim, centro de cultura européia |
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Paris guarda encantos; Londres é tradicional; Roma é a Cidade Eterna; Lisboa é o berço da colonização brasileira; Amsterdã encanta por seus canais e papoulas...Berlim, todavia, seduz pela sua imponência, sedução e beleza. Capital da Alemanha e um dos seus dezesseis e com uma população de quase quatro milhões, é a maior cidade do país, além de ser a segunda mais populosa do país e a oitava mais populosa área urbana da Europa. Berlim foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (1701-1918), do Império Alemão (1871-1918), da República de Weimar (1919-1933) e do Terceiro Reich (1933-1945). Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida e Berlim Oriental se tornou a capital da Alemanha Oriental, enquanto Berlim Ocidental se tornou a capital da Alemanha Ocidental, cercada pelo muro de Berlim, erguido em 1961 e colocado abaixo em 1989. Após a reunificação alemã em 1990, a cidade recuperou o seu status, como a capital da República Federal da Alemanha, sediando 147 embaixadas.
Berlim é um dos mais influentes centros da política, da cultura e da ciência européia e ainda serve como um importante centro do transporte continental. É uma cidade que reúne algumas das mais importantes universidades do mundo, como a tradicional Universidade de Humboldt, no centro histórico da capital, além de eventos esportivos, orquestras e museus. O rápido desenvolvimento da metrópole atraiu reputação internacional aos seus festivais. O de Cinema, por exemplo, faz parte do calendário internacional e acaba de realizar mais uma edição, com filmes de vários países. A arquitetura contemporânea e sua vida noturna são um traço dessa bela cidade que, nesta época do ano, vive coberta de neve, com seus rios e lagos congelados.
Berlim se tornou a capital do Império Alemão em 1871 e expandiu-se rapidamente nos anos seguintes, Unter den Linden, em 1900. Aliás, a principal avenida da capital foi batizada com esse nome e essa área reúne os mais sofisticados hotéis e galerias de arte, além de shopping centers que comercializam produtos de grifes internacionais.
Em 1861, Otto von Bismarck, ao ser nomeado chanceler, adota, a partir de 1864, uma política visando a posicionar a Prússia à cabeça de todos os estados de língua alemã em detrimento da Áustria. Por essa razão, declarou, sucessivamente, guerra à Dinamarca, à Áustria e à França, assumindo o controle de Schleswig-Holstein, da Confederação da Alemanha do Norte e das províncias da Alsácia e da Lorena. Em 1871, Bismark proclama o Império Alemão, sendo Berlim sua capital, e Guilherme da Prússia como imperador (Kaiser). A abolição das barreiras comerciais e as indenizações pagas pela França permitiram um enorme desenvolvimento industrial, com o consequente aumento populacional da cidade de Berlim e uma melhoria significativa das infraestruturas urbanas: novo sistema de esgotos, iluminação eléctrica e instalação de telefones e da primeira linha férrea urbana.
No reinado de Frederico I da Prússia, Berlim passa, então, à categoria de capital prussiana. Nesse momento, são inauguradas as Academias de Belas Artes e da Ciência. Edifícios imponentes surgem por todos os lados, se destacando a Zeughaus e o Palácio de Charlottenburg.
No início do século seguinte, Napoleão vence os prussianos, ocupa Berlim e leva para Paris a Quadriga (carruagem puxada por quatro cavalos), um adorno exposto acima do Portão de Brandemburgo, um dos postais da cidade. Com a derrota de Napoleão, a Quadriga volta a ser colocada no mesmo local, trazendo grande alegria à população. Inicia-se, a partir daí, a industrialização de Berlim. É inaugurada uma fábrica de locomotivas em 1837 e, no ano seguinte, surge a linha ferroviária entre a capital e Potsdam. Berlim enche-se de edifícios grandiosos concebidos, na maior parte, por Karl Friedrich Schinkel. Por causa desses prédios, é comum encontrar alunos de Desenho Industrial e de Arquitetura espalhados pelas ruas e avenidas, com suas pranchetas, desenhando, estudando estilo arquitetônico e fazendo croquis. Berlim é cosmopolita, feérica e imponente.
Paulo Alonso é Reitor do Grupo Educacional Anglo-Americano
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Istambul, magia e exotismo |
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Visitar Istambul é respirar uma atmosfera cheia de magia, exotismo e muita singularidade. A cidade que reúne cerca de 16 milhões de habitantes, em sua maioria muçulmana, é a maior da Turquia e a quinta do mundo. Antes foi chamada de Bizâncio, até 330 D.C e Constantinopla, até 1453. Durante o Império Otomano os turcos já a chamavam de Istambul. Embora Ancara seja a capital desse país, a cidade continua sendo o principal pólo industrial, comercial, cultural e universitário, já que reúne quase duas dezenas de instituições de ensino superior. É também a sede da Igreja Ortodoxa. Em 1985, as zonas históricas de Istambul foram declaradas Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, devido aos seus majestosos monumentos.
Caminhar por Istambul sem pressa e com disposição para apreciar belas e inesquecíveis paisagens é uma forma de permanecer não somente em contato com a rica e milenar cultura local, mas como também respirar parte da cultura e da própria história universal. Suas ruas, praças e alamedas são coloridas e cheirosas, pelas cores vibrantes de suas luminárias e pelo aroma das especiarias comercializadas nos bazares. O Grande Bazar e o Bazar das Especiarias são imperdíveis. Dentre várias atrações, a Ponte Gálata pode ser vista de qualquer parte da cidade, pois reina absoluta entre as dezenas de minaretes das dezenas de mesquitas. Durante o período otomano a cidade passou por uma grande transformação cultural. A Hagia Sophia, Igreja da Divina Sabedoria, foi convertida em uma mesquita como aconteceu com algumas outras igrejas na cidade. Muitas igrejas se conservaram e novas mesquitas foram construídas ao redor da cidade, já que cada Sultão havia construído uma magnífica mesquita para comemorar seu reinado. Dentre várias, as mais extraordinárias são a Mesquita de Beyazid, a Mesquita de Süleymaniye, ou Mesquita Azul, (a maior de Istambul), a Mesquita do Sultão Ahmed e a Mesquita de Fatih.
O Sarayburnu, onde está localizado o Palácio Topkapi, pode ser contemplado na ponta esquerda da península histórica. Lá, estão guardados verdadeiros tesouros, dentre os quais um diamante de 86 quilates, um dos maiores do mundo. A Basílica de Santa Sofia, a Mesquita Azul, a Mesquita Nova próxima a Ponte Gálata, a Torre Beyazit subindo ao fundo e a Mesquita Süleymaniye, dentre outros monumentos são igualmente imperdíveis e merecem do visitante atenção especial, já que suas construções são esplêndidas. O Mar de Mármara e as Ilhas Príncipes podem ser contemplados ao longo do horizonte.
O Bósforo é um estreito que divide em duas partes a cidade de Istambul, conectando o Mar de Mármara com o Mar Negro e separa fisicamente a Europa e a Ásia. Há duas pontes sobre esse estreito. A Ponte do Bósforo de 1074 m de comprimento foi completada em 1973. A segunda ponte, Ponte Fatih Sultão Mehmet possui 1014 m de comprimento, foi inaugurada em 1988 e se encontra a cinco quilômetros ao norte da primeira ponte. Estas pontes unem Istambul com as cidades asiáticas de Üsküdar e Kadikov. Um túnel ferroviário de 13,5 km foi inaugurado há dois anos. Aproximadamente 1.400 m do túnel estão abaixo do estreito, mediante a técnica de imersão de conduto, e é o mais profundo túnel executado por esse método (com um máximo 56 m abaixo o nível da água). O projeto contemplou a construção de um metrô de 13,3 km com quatro estações, que uniu o centro de Istambul com a parte oriental e ocidental da metrópole.
Quando a República da Turquia foi estabelecida por Atatürk em 1923, a capital foi transferida de Constantinopla a Ancara. Istambul foi adotado como nome oficial a partir de 1930. Por todas as suas peculiaridades e exotismo, visitar Istambul - considerada capital cultural da Europa, neste ano de 2010 - é mágico e absolutamente inesquecível.
Paulo Alonso é Reitor do Grupo Educacional Anglo-Americano
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Para meditar na Quaresma |
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A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos; ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até à segunda semana de março.
Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que preside à cerimónia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até ao pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Médio Oriente de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano é um dia de jejum e abstinência.
Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.
Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: "matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos".
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa. Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.
Paulo Alonso é Reitor do Grupo Educacional Anglo-Americano
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É hora de botar o bloco na rua.... |
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O carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.
Desde 2005 o Carnaval de Salvador está no Guinness Book como a maior festa de rua do mundo. Já Recife possui o maior bloco de carnaval do mundo, o Galo da Madrugada. No Rio de Janeiro, Mangueira, Beija-Flor, Portela e Salgueiro são algumas das agremiações que desfilam pela Sapucaí, emocionando a todos com seu espetáculo de cores e animação.
Essa festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no Século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne.
Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinônimo de Carnaval. Veneza, na Itália, e Nova Orleans, nos Estados Unidos, promovem bailes de máscaras animadíssimos e com blocos nas ruas e praças.
Já no período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.
De acordo com o modo comtemporaneo o carnaval ainda e considerado uma forma de festa bastante tradicional, pois persistiou por vários anos com o mesmo aspecto.
Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com exceção do Natal. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
Agora, é só colocar o bloco na rua, com alegria, entusiasmo....mas também com responsabilidade e, sobretudo, com respeito ao próximo. Bom carnaval!
Paulo Alonso é Reitor do Grupo Educacional Anglo-Americano
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Mudanças no FIES |
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O Com inadimplência em alta e fechamento de contratos em baixa, o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) passa por mudanças. Desde 1999 sob gestão financeira exclusiva da Caixa Econômica Federal - que atesta taxa de inadimplência média entre 25% e 28% para cerca de 500 mil contratos totalizando R$ 5,5 bilhões -, o maior mecanismo de crédito universitário do país terá agora o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) como operador do programa, redução do juro anual de 6,5% para 3,5% e descontos mensais de 1% para professores da educação básica e médicos que atuarem no Programa Saúde da Família (PSF). Além disso, a nova versão do Fies passa a contemplar estudantes do ensino médio profissionalizante, conforme lei sancionada pelo presidente Lula da Silva.
Normalmente, o aluno brasileiro não quer fazer dívidas, e evidentemente havia uma grande inadimplência para a Caixa, o que fez com que o MEC mudasse a responsabilidade da operação do fundo. As mudanças do Fies já vinham sendo estudadas como forma de acompanhar o programa de bolsas para alunos de baixa renda, o ProUni, e questiona a inadimplência informada pela Caixa, entre 25% e 28% nos últimos 11 anos.
O Fies estava abaixo da capacidade de financiar os jovens universitários, principalmente com a chegada do ProUni. E pior que a inadimplência, o problema maior do Fies estava na sobra de recursos, em desacordo com as necessidades do público-alvo. Os últimos dados que tenho sobre inadimplência eram de 11%. O número de contratações anuais do Fies registraram queda no ano passado: foram 35 mil, contra 135 mil adesões em 2005. O corte nos juros vai atacar a inadimplência e atrair mais alunos e a expectativa do MEC para este ano é que 200 mil novos contratos sejam assinados no novo formato do Fies. Com a mudança de operador, o governo terá mais facilidade para ampliar as parcerias com instituições de ensino - hoje são 1,5 mil universidades cadastradas -, deixando para os bancos apenas a execução financeira dos contratos, que continuará tendo a Caixa e o Banco do Brasil como principais agentes.
O FNDE tem um ano para se adaptar às mudanças, mas o MEC tem interesse em abrir o Fies para bancos privados para ficar mais capilarizado. Além de juros mais baixos, que também valem para o estudante que já tem o contrato firmado, o novo Fies amplia para três vezes o prazo de pagamento do financiamento. As mudanças no programa de crédito são encaradas como uma combinação de políticas. Bancar o acesso ao ensino superior e, agora, profissional é um custo aceitável para o Estado. Além disso, o governo está tentando resolver uma dificuldade na área da saúde, que é fixar médicos do PSF em regiões que precisem desses profissionais.
Paulo Alonso é Reitor do Grupo Educacional Anglo-Americano
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Uma explicação sobre a nota do Enem |
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O Inep não calcula uma média global de desempenho, apenas apresenta as médias separadamente. A prova do Enem tem cinco notas: uma para cada área de conhecimento avaliada – Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática –, mais a média da redação. Para o cálculo das médias em cada uma das quatro áreas foi utilizada metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca medir o conhecimento a partir do comportamento observado em testes. No caso da redação, os critérios são os mesmos do Enem tradicional. Para distribuição das vagas no Sistema de Seleção Unificada, do Ministério da Educação, as instituições vão utilizar o conjunto de notas do Enem seguindo critérios específicos de agregação e peso.
Diferentemente de uma prova comum, a nota do Enem em cada área não representa simplesmente a proporção de questões que o estudante acertou na prova. Em cada uma das quatro áreas avaliadas, a média obtida depende, além do número de questões respondidas corretamente, também da dificuldade das questões que se erra e se acerta, e da consistência das respostas. Por isso, pessoas que acertam o mesmo número absoluto de itens podem obter médias de desempenho distintas. E na escala construída para o Enem, dentro de cada uma das áreas avaliadas, a nota 500 representa a média obtida pelos concluintes do ensino médio que realizaram a prova (excluídos os egressos e treineiros). Portanto, quanto mais distante de 500 for a nota do estudante, para cima, maior o desempenho obtido em relação à média dos participantes. Mesmo raciocínio vale para desempenho menor que 500, que aponta desempenho pior em relação ao obtido pela média. Os limites da escala, dentro de cada área, variam conforme o nível de dificuldade das questões da prova e o comportamento dos estudantes em cada questão. Portanto, o mínimo e máximo para cada área avaliada não são pré-fixados.
Na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, a análise TRI apontou que a menor média de proficiência observada foi 263,3. Esse número representa o início da escala para essa área, ou seja, o nível mais baixo de proficiência possível de mensuração pelas questões da prova. A maior proficiência foi 903,2. Para Ciências Humanas e suas Tecnologias, as notas variam entre 300,0 e 887,0. Já para a área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, as médias ficam entre 224,3 e 835,6. No caso de Matemática e suas Tecnologias, as notas vão de 345,9 a 985,1.
Área do conhecimento |
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Maior nota TRI
observada |
Ciências da Natureza e suas Tecnologias |
263,3 |
903,2 |
Ciências Humanas e suas Tecnologias |
300,0 |
887,0 |
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias |
224,3 |
835,6 |
Matemática e suas Tecnologias |
345,9 |
985,1 |
Enem 2009 - Média observada na Redação: 601,5 |
Paulo Alonso é Reitor do Grupo Educacional Anglo-Americano
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anteriores
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