Colégio Anglo-Americano | Anglo Vida
16878
page-template,page-template-full_width,page-template-full_width-php,page,page-id-16878,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12,vc_responsive
 

Anglo Vida

Um Programa de Responsabilidade Social

O Projeto ANGLO VIDA foi criado em 1998, para atender aos princípios e fins da Educação Nacional, visando à preparação do indivíduo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Naquele ano, filiados à UNESCO, articulamos nossa proposta com os Direitos Humanos. O desenvolvimento do trabalho permitiu a vivência de quatro princípios: Solidariedade, Comprometimento, Igualdade e Liberdade. Foram realizados trabalhos com o corpo docente e discente, funcionários e comunidade, um a cada bimestre, pelo então setor de Orientação Educacional.

 

O sucesso das estratégias adotadas impulsionou a continuidade da proposta, que agora se constituiu num programa. Durante o ano de 1999, o ANGLO VIDA abordou os princípios da Ética, Tolerância, Respeito e Autonomia, que foram contextualizados e permeados pela questão da disciplina.

 

Para o ano 2000, propusemos uma nova estrutura de trabalho, direcionada, unicamente, a um princípio básico – Autodisciplina – que continha todos os valores trabalhados em 98 e 99, abordados tanto no sentido pessoal, como na perspectiva coletiva. Para melhor sistematizar o trabalho, determinamos um novo Sistema Gerencial.

 

Em cada unidade, um responsável fez o monitoramento bimestral do trabalho desenvolvido pelas Supervisoras e Coordenadoras Pedagógicas e de Atendimento. O planejamento Institucional foi desdobrado em um plano de ação.

 

Em 2001, sob o tema Ano Internacional do Voluntário, proposto pela UNESCO, desenvolvemos bimestralmente o compromisso e a responsabilidade do indivíduo consigo mesmo, com o outro, com o ambiente, com a Pátria e com a vida.

 

Em 2002, unidos à UNESCO no Ano Internacional do Eco-Turismo, buscamos entender a responsabilidade da espécie humana diante de seu potencial de transformação e reorganização da biodiversidade e dos ecossistemas existentes.

 

Em 2003, trabalhamos, como todos os anos, a proposta da UNESCO, seguindo o tema: Ano Internacional da Água Doce, valorizando atitudes e comportamentos adequados à preservação da vida e as inúmeras possibilidades de manter com o ambiente, uma relação saudável, com melhoria da qualidade de vida. A proposta do trabalho voluntário foi realizada em prol dos idosos, ressaltando a valorização da terceira Idade.

 

Em 2004, refletimos sobre as diversas formas de escravidão a que somos submetidos; o questionamento do indivíduo sobre a sua própria vida, seus valores e crenças. Analisamos a visão globalizada, contextualizada e interdisciplinar dos fatos em curso naquela ocasião, bem como os interesses dos países e atitudes de suas lideranças. Devemos ser responsáveis por construir uma história mais digna para cada homem do planeta.

 

Em 2005, analisamos e discutimos a necessidade de valorizar nosso corpo, sua interdependência com o meio ambiente e a necessidade de termos trabalho digno para a felicidade e plenitude da realização humana.

 

Diferenciamos o conceito de emprego e de trabalho. Desenvolvemos atividades de valorização do corpo humano como instrumento essencial para a melhoria do mundo,desenvolvimento da saúde física e mental, individual e coletiva.

 

Em 2006, abordamos uma das formas mais alarmantes de degradação do meio ambiente, um dos principais problemas ambientais do mundo: a seca. Nossas atividades focaram as consequências do avanço dos desertos, mostrando que a desertificação ocorre em vários países do mundo, sendo por esse motivo, considerada um problema global. Enfocamos as possíveis causas da desertificação e o que podíamos fazer no dia a dia como cidadãos, para a melhoria do planeta. Por entender que o Anglo Vida interage com as variadas formas de desertificação, permanecemos na incessante busca no combate ao maior deserto – o da alma, o deserto das relações, tentando minimizar a falta de solidariedade.

 

Em 2007 reafirmamos a idéia da responsabilidade do indivíduo no papel do “síndico” do Planeta Terra, cenário para debates que transitaram desde a ecologia pessoal, às amplas reflexões heliofísicas.

 

Aquecimento global e mamíferos marinhos, em especial os golfinhos, protagonizaram redações, construções artísticas e avaliações que tangenciaram temas afins. A hipótese de Gaia foi retomada em diferentes níveis, trazendo inquietação e críticas desejadas.

 

Em 2008 trabalhamos o tema – PLANETA TERRA, promovendo simultaneamente o desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e habilidades necessárias à melhoria da qualidade ambiental, no que se refere às questões climáticas, por meio da exploração do ambiente local, no qual a comunidade escolar se encontra inserida.

 

Em 2009, abordamos o tema ASTRONOMIA – O Universo para você descobrir, o desejo de saber mais a respeito de nossa origem, o estabelecimento do compromisso de preservarmos a vida no planeta que habitamos, refletindo sobre novas descobertas, discutindo problemas de natureza ética, social, moral e religiosa.

 

Em 2010, trabalhamos engajados no grande desafio que vivemos neste século, que é o de reeducar a humanidade para uma nova leitura do mundo, estimulando o desabrochar da idéia de que somos parte, e não o todo de um ambiente. Só assim as gerações futuras terão visão de suas responsabilidades na manutenção de um mundo, em que seja possível viver.

Desenvolvemos os temas:

BIODIVERSIDADE – conscientizando a comunidade escolar da importância de preservação das espécies – em especial as que se encontram em risco de extinção – e das mudanças climáticas.

APROXIMAÇÃO DAS CULTURAS – observando a importância do entendimento e do diálogo como fundamentos essenciais na consolidação da paz entre os povos.

 

Em 2011 voltamo-nos para a QUÍMICA, com todos os seus encantos e ebulições. Balancear a equação da responsabilidade social, consciência ecológica e postura solidária será, sem dúvida, o grande desafio aceito por um país político e quimicamente equilibrado.

Os elementos dessa mistura trafegarão pelos corações e mentes, ávidos por dias mais dignos e com oportunidades igualitárias.

Em 2012, inseridos em um mundo que cresce populacionalmente, fez-se absolutamente necessária a reflexão e busca por energia sustentável para todos. Lançando mão de um uso responsável e prospectando novas alternativas, assumiu-se por dever o uso coerente dos recursos, garantindo a viabilidade de gerações vindouras. Consumir de maneira equilibrada, optando por “Energia Limpa” prescindindo sempre que possível, de fontes petrolíferas que redundem no aumento da emissão de Carbono tem sido um desafio aceito num cenário em que proteger o ambiente representa proteger a vida no planeta.

 

“A Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável possui em sua essência uma ideia simples com implicações complexas. Após vivermos durante séculos sem nos preocupar com o esgotamento dos recursos naturais do planeta, temos que aprender, agora, a viver de forma sustentável. E, a maior parte deste desafio é estimular mudanças de atitude e comportamento na sociedade mundial, uma vez que nossas capacidades intelectuais, morais e culturais impõem responsabilidades para com todos os seres vivos e para com a natureza como um todo.”

 

De acordo com a definição adotada pela UNESCO, as cooperativas são associações autônomas voluntárias de pessoas que se unem para satisfazer necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de empresa de posse comum e democraticamente controlada. Em nosso país, há inúmeras cooperativas agrícolas, de catadores de material reciclado, de sem-terra…, o que nos permite diferentes abordagens pedagógicas.

 

O Anglo-Americano tem se ocupado em trazer a lume essa tarefa coletiva, que tem suas raízes na autodisciplina, na responsabilidade e na ética através do Programa Anglo Vida.

 

Partindo do tema de 2013 – Ano Internacional da Cooperação pela Água, realizamos projetos que destacavam o valor da água como um bem a ser preservado. Desenvolveremos projetos que propiciem a reflexão sobre a ausência de acesso à água potável para muitos da população mundial. Ressaltaremos a situação de diversas pessoas que vivem no planeta sem redes de esgoto, ferindo o que se considera como mínimo para o saneamento básico. Pensaremos em alternativas para a morte de cerca de quatro mil crianças, por dia, por conta de doenças diarreicas causadas pela falta de acesso à água de qualidade, demonstrando dessa forma que o ANGLOVIDA é um programa humanitário e social.

 

Em 2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar, nos encontramos com um tema absolutamente desafiador, pois abrimos espaço para reflexão e discussão em torno do tema. Dentre muitos propósitos, optamos por identificar o valor que a agricultura familiar ocupa no cenário de consumo e sobrevivência, sendo esse nosso viés de pesquisa e debate. Como referencial de análise, identificamos a força política e econômica em torno do Agronegócio, com seus recursos, tecnologias e mobilizações financeiras.

 

Assumimos, como educadores, a tarefa de salientar o trabalho agrícola de base.

 

2015, o Ano Internacional da Luz é uma iniciativa mundial que vai destacar a importância da luz e das tecnologias ópticas na vida dos cidadãos, assim como no futuro e no desenvolvimento das sociedades de todo o mundo. Essa é uma oportunidade única para se inspirar, para se educar e para se unir em escala mundial.

Ao proclamar um Ano Internacional com foco na ciência óptica e em suas aplicações, as Nações Unidas reconhecem a importância da conscientização mundial sobre como as tecnologias baseadas na luz promovem o desenvolvimento sustentável e fornecem soluções para os desafios mundiais nas áreas de energia, educação, agricultura, comunicação e saúde. A luz exerce um papel essencial no nosso cotidiano e é uma disciplina científica transversal obrigatória para o século XXI. Ela vem revolucionando a medicina, abrindo a comunicação internacional por meio da internet e continua a ser primordial para vincular aspectos culturais, econômicos e políticos da sociedade mundial. Juntamente com a UNESCO, um grande número de organismos científicos participará dessa iniciativa, que, em 2015, vai reunir diversas partes interessadas, inclusive sociedades e associações científicas, instituições de ensino, plataformas de tecnologia, organizações sem fins lucrativos e parceiros do setor privado. “Um Ano Internacional da Luz é uma grande oportunidade para garantir que gestores de políticas internacionais e partes interessadas se conscientizem sobre o potencial de solução de problemas que a tecnologia óptica apresenta. Nós temos agora uma oportunidade única para promover essa conscientização em âmbito mundial” (John Dudley, presidente do Comitê de Promoção do IYL 2015).

2016, Ano Internacional do Entendimento Global. A Missão da UNESCO consiste em contribuir para a consolidação da paz, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento sustentável e o diálogo intercultural através da educação, das ciências, da cultura, da comunicação e da informação. Educar para a Cidadania Global pressupõe: – alcançar a educação de qualidade para todos e a aprendizagem permanente ao longo de toda a vida; mobilizar o conhecimento científico e as políticas relativas à Ciência com vistas ao desenvolvimento sustentável; enfrentar e resolver os novos problemas éticos e sociais; construir sociedades do conhecimento inclusivas e integradoras com o apoio da informação e da comunicação.

O Ano Internacional do Entendimento Global tem a finalidade de proporcionar uma compreensão profunda da maneira com que os povos devem conviver para garantir a sustentabilidade.

Introdução

 

1 – Entendimento Global pressupõem o “refletir a partir de uma perspectiva mundial e intervir no plano local”. Para alcançar a sustentabilidade do planeta e propiciar a governança e a transparência, devemos reduzir a defasagem de conhecimentos sobre as ações locais, por um lado, e por outro, seus efeitos mundiais. Esta é, em definição, a meta de um programa destinado a promover o Entendimento Global.

2 – A humanidade encontra-se, hoje em dia, diante de situações sem precedentes: o que está em jogo é o clima mundial, os ecossistemas, a biodiversidade, a ordem econômica e o bem estar sociocultural. Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio está se tornando cada vez mais difícil, considerando que os mais vulneráveis já arcaram com a maior parte do peso dos efeitos do status quo.

3 – As investigações sobre a mudança ambiental mundial lançaram resultados científicos inequívocos sobre os processos do sistema terrestre que raras vezes se traduzem em políticas eficazes. Devemos aprofundar nosso conhecimento dos contextos socioculturais, melhorar a aceitação social e cultural dos conhecimentos científicos e encontrar vias diferenciadas em função das culturas para alcançar a sustentabilidade mundial.

4 – Uma autêntica investigação interdisciplinar é, na atualidade, uma necessidade de primeira ordem. Para que se faça realidade, é preciso superar a dicotomia estabelecida entre as ciências exatas e naturais e as ciências sociais. Os conhecimentos nessas esferas devem se integrar com formas de conhecimento não científicos e não exclusivamente ocidentais para construir um marco de competências de caráter mundial.

5 – É imperativo preencher a brecha entre os problemas mundiais e os comportamentos e a adoção de decisões nacionais, regionais e locais. Algumas soluções eficazes que se fundem em decisões e medidas desde a base devem complementar as medidas que se adotem a partir de ambas.

Fundamento e Objetivos de um Ano Internacional do Entendimento Global

 

6 – O Ano Internacional do Entendimento Global

 

  • criará, em nível mundial, um entendimento e uma consciência integral da tradição natural e cultural de toda ação humana;

  • contribuirá para modificar os hábitos nocivos para o meio ambiente mediante a elaboração de modelos de práticas alternativas exemplares, cotidianas e essenciais, diferenciados segundo as culturas;

  • promoverá a tomada de consciência da capacidade e das responsabilidades individuais relativas as decisões cotidianas;

  • encorajará cientistas das ciências sociais, exatas e naturais, assim como estudiosos das humanidades, a participarem de investigações transdisciplinares sobre a sustentabilidade;

  • produzirá módulos didáticos sobre diretrizes de estudos que se aplicarão a todos os níveis de ensino e educação;

  • servirá de catalizador para a cooperação transdisciplinar nas práticas sociais e melhorará a transferência de conhecimentos científicos diferenciados de acordo com as culturas.

 

7 – Uma vez que as sociedades e as culturas determinam a forma como vivemos, e modelam nosso entorno natural, o Ano Internacional do Entendimento Global tratará da nossa maneira de viver em um mundo cada vez mais globalizado e da transformação da natureza a partir da perspectiva da sustentabilidade mundial.

8 – O Ano Internacional do Entendimento Global centra-se nas práticas cotidianas habituais para demostrar a dupla raiz global da biofísica local e das condições de vida socioculturais. É necessidade imperiosa estender pontes entre esses dos âmbitos das práticas cotidianas.

9 – O Ano Internacional do Entendimento Global visa fornecer uma compreensão profunda, ainda que prática, da maneira com que todos os povos podem conviver de forma mais sustentável. A ênfase será na elaboração de estratégias para projetos locais específicos que tenham visibilidade de alcance mundial.

10 – Os objetivos do Ano Internacional do Entendimento Global compreendem 3 (três) Elementos Fundamentais: a investigação, a educação e a formação.

 

A investigação reunirá pesquisadores das Ciências Sociais, Ciências Exatas e Naturais para alcançar uma melhor compreensão dos efeitos mundiais das atividades cotidianas locais.

 

A educação aproveitará os resultados das pesquisas em todos os níveis, nas salas de aulas espalhadas pelo mundo inteiro.

 

A informação será proporcionada em cooperação com grandes associados do setor privado para fomentar a sensibilização do público, por exemplo, por meio da imprensa escrita, jogos de computadores, redes sociais, plataformas de Internet (global-understanding.info) e programas de televisão.

Há mais de 10 anos, o Anglo Vida vem estimulando toda a comunidade escolar, ao exercício da cidadania.

 

O programa propõe trabalhos voluntários, dispondo-se a realizar doações, palestras, peças teatrais, musicais e visitas a instituições idôneas e indicadas a serem beneficiadas por essa bela iniciativa.

 

Por sua importância no âmbito social, o programa Anglo Vida foi um elemento fundamental para a nossa filiação à UNESCO, motivo de grande orgulho para esta Instituição.

 

O balanço do trabalho até aqui desenvolvido está à sua disposição para observação e acompanhamento.

Balanço Social

alunos_01