JULHO DE 2004
 


Frederico Granchi Steidel Toledo

A história bem sucedida do jovem médico Frederico Granchi Steidel Toledo, 32 anos, tem muito a ver com os tempos em que passou no Anglo-Americano. "Estudando no Anglo aprendi a ser uma pessoa que pensa com a própria cabeça. Isso me permitiu explorar todo meu potencial", conta ele. Aluno do Anglo dos 5 anos de idade até a conclusão do Ensino Médio, Frederico cursou Medicina na UFRJ entre 1990 e 1996. Em seguida, foi morar nos Estados Unidos, onde ficou 2 anos na Mayo Clinic, um dos complexos hospitalares de maior prestígio no mundo, trabalhando como cientista na área de endocrinologia molecular. Depois, foi para Universidade de Miami e se especializou em Clínica Geral. Uma outra especialização, agora em Endocrinologia e Diabetes, levou Frederico a Pittsburgh, onde reside atualmente. Lá, foi promovido ao corpo docente da universidade atuando como professor de Endocrinologia. Mas
suas atividades não se limitam ao magistério. Além disso, ainda exerce a medicina e continua trabalhando também como cientista, desenvolvendo pesquisas médicas focadas em diabetes e obesidade. Casado com a médica brasileira Fernanda Silveira, especialista em doenças infecciosas, Frederico tem saudade de seus professores. "Se cheguei onde cheguei, é graças a alguns professores que sempre me estimularam a ser eu mesmo. Eles me deram um senso de identidade forte que me encorajou a seguir meu caminho e não sucumbir às naturais pressões", conta.


 
  ABRIL DE 2004

Roberta Medina

O perfil empreendedor de Roberta Medina não deixa dúvidas em ninguém: ela é ex-aluna do colégio Anglo- Americano. Nos tempos de escola, Roberta teve o privilégio de ajudar seu pai, o empresário Roberto Medina, na produção de um projeto: um show com personagens da Disney realizado no Barrashopping, em 1995, quando ela cursava o 3º ano do Ensino Médio. "Esse foi meu primeiro emprego sério e serviu para eu definir a profissão que queria seguir. Antes havia ajudado, informalmente, na venda de ingressos para o Rock in Rio 2."
Na faculdade, o curso escolhido foi o de Publicidade. Enquanto estudava, Roberta se preparava para um projeto de grande porte: o Rock in Rio 3 Por um Mundo Melhor. Para ajudar na produção do festival, foi inaugurada a Dream Factory, empresa de promoção e eventos, da qual Roberta é diretora-executiva. A empresa se consolidou e realizou importantes produções como: o Coca-Coca Vibezone, a Árvore de Natal da Lagoa e a iluminação de Natal do Pão de Açúcar. Atualmente, a Dream Factory está produzindo o Rock in Rio Lisboa. Com isso, Roberta está morando temporariamente, em Portugal. "É um desafio trabalhar com outra cultura.
Não conhecemos as regras do mercado, mas é bom ver que a cidade recebeu com carinho o projeto", diz Roberta. Ambientada em Lisboa, Roberta sente falta dos amigos do Rio. "Tenho uma turma de dez pessoas do colégio que se encontra regularmente", diz. Do Anglo, onde estudou do Jardim II até o 3º ano do Ensino Médio, Roberta só guarda boas recordações. "O Anglo é único quando se trata de relacionamento humano. Professores, coordenadores, direção e alunos formavam uma grande família. Aprendi muito com isso", afirma.
De volta ao Rio em agosto, Roberta se prepara para realizar um de seus sonhos: fazer um festival de música para comunidades carentes do Rio e descobrir novos talentos. O projeto, batizado de Morro pela Arte, é idéia de um amigo seu. "Gosto de executar o sonho dos outros", explica. Além disso, a empresária já começa a formatar o Rock in Rio 2007, que acontecerá, simultaneamente, no Rio, Estados Unidos e Portugal. "Queremos fazer uma espécie de Copa do Mundo da música", conta.

Alexandre Cesar Andrade
Há oito anos voluntário da Casa Ronald McDonald's, que recebe crianças com câncer de todo o Brasil, o professor de Informática Alexandre Cesar Andrade, 31 anos, afirma que com esse trabalho recebe muito mais que dá. "Defino como incalculável a satisfação que sinto com essa atividade. As pessoas costumam ter um olhar piedoso para o voluntário, como se fosse um sacrifício. É um grande engano. Elas não podem imaginar o tamanho da recompensa que a gente tem", afirma Alexandre, que conta ter passado por uma completa mudança de valores
após ingressar nessa empreitada.
Foi de uma forma triste que Alexandre chegou ao voluntariado. Após perder uma grande amiga, no dia do seu aniversário, vítima de câncer, ele se revoltou contra a doença. Um pouco depois, colaborou com o McDia Feliz e quis conhecer de perto para onde iam os recursos arrecadados com a campanha. Ao chegar na Casa, havia seis vagas para voluntários e, mesmo sendo o último da fila, conseguiu o trabalho. "Tinha que ser. Era coisa do destino", conta.
Seu plantão é de quatro horas, das 18h às 21h, todos os sábados. Quando chega, Alexandre faz uma ronda para verificar se está tudo bem. Depois serve o jantar e, em seguida, parte com a criançada para a sala de recreação. Além das crianças, a atenção dispensada às mães que acompanham seus filhos é essencial. "Muitas vezes, toda a família é desestruturada por conta da doença. É muito importante bater um papo e tentar confortar essas pessoas. A gente tenta visitar as famílias depois da alta, procurando desenvolver um trabalho de apoio com doação de alimentos, mantimentos e amparo moral", diz.

  DEZEMBRO DE 2003
 
Pedro Batista

Voces do CIER são testemunhas da trajetoria escolar de meus filho Pedro e Ana. Desde 1996 estivemos andando pelo mundo todo, tendo morado na Coréia do Sul, na China, nos Estados Unidos e agora na França - sem esquecer uma estada de um ano e uma passagem rapida de meio ano pelo Brasil nesse meio tempo.
Nesse período eles trocaram de paises cinco vezes, de cidade sete vezes e assistiram aulas em oito escolas diferentes - fora o CIER. Como educadores que são não é dificil para voces avaliarem os contratempos a que meus filhos foram submetidos em sua vidas academicas.

Ao encerrar seus estudos no ensino médio e voltar para o Brasil para prestar vestibular, sem nunca ter pisado em uma sala de cursinho, as chances do Pedro ser bem sucedido em uma universidade de primeira linha (como é a PUC-RS) pareciam muito reduzidas. Mas eis que ele surpreende a (quase) todos nos e é classificado no curso em
que ele queria, superando uma concorrencia na faixa de 4:1.

Dos 11 anos de estudos regulares do Pedro pelo sistema de ensino brasileiro, 7 foram pelo CIER. E é por essa razão que gostariamos de dividir o orgulho que estamos sentindo com a equipe responsável por esse sucesso.

Um abraço a todos,

Danilo e Adriana Baptista

  SETEMBRO DE 2003
 
Flávio Canto

Muitos dos que vibraram com o ouro que o judoca Flávio Canto conquistou nos jogos Pan-Americanos de Santo Domingo nem imaginam que o atleta foi aluno do Anglo-Americano. Foi na época de colégio que Flávio começou a traçar seu futuro. "Comecei no judô aos 14 anos. Neste período já estudava no Anglo e tinha como grande sonho ir para a Olimpíada, por isso era necessário treinar mais do que os outros, já que comecei tarde no esporte", conta.
Do Anglo, onde estudou da 5ª série ao 3º ano, só guarda boas recordações. "Esta escola fez parte da minha vida. Fiz muitos amigos lá. Também me lembro com muitas saudades das gincanas e olimpíadas que participei", disse Flávio, ressaltando ainda que seu atual técnico, Geraldo Bernardes, é ex-professor do Anglo.

Na época de colégio, o judoca não tinha problemas para conciliar o esporte com o estudo, pois ainda não viajava muito. "Minha vida mudou em 95, quando eu já estava cursando a faculdade de Direito, e ficava, em média, cinco meses fora do Brasil competindo", lembra. Mas valeu a pena, pois foi neste ano que ele participou do seu primeiro Pan-Americano, em Mar del Plata, e, logo de cara, conquistou um bronze. Em 99 veio a prata em Winnipeg.
Seu maior sonho, os jogos olímpicos, quase virou frustração. Apesar de ter participado, em 96, das Olimpíadas de Atlanta e ter voltado com um ótimo sétimo lugar, em 2000, quando achou que seria seu ano, as coisas não foram nada bem. "Fui para Sidney como reserva, pois perdi a seletiva que dava direito à vaga. Foi difícil porque acreditava que esta era a olimpíada da minha vida. O judô é um esporte muito cruel, pois você precisa ser constante, ser sempre o primeiro do Brasil, para ter o direito de sonhar", desabafa.

Aos 28 anos, Flávio ainda não pensou no que vai fazer quando parar de competir. "No esporte, a gente é como o Peter Pan: vivemos na Terra do Nunca. Ainda não sei o que vou ser quando crescer", brinca. A sério mesmo, além do judô, ele vem levando um projeto social que desenvolve na Rocinha. Neste ano, junto com amigos, Flávio fundou a ONG Reação, onde dá aula de judô para 120 alunos, de 4 a 20 anos. "Queremos ampliar a atuação da ONG. O próximo passo é levar os alunos para fazer projetos culturais, dar qualidade de vida às pessoas", disse.

  JULHO DE 2003
 
José Ribamar Bernardo
Quem estuda no Anglo-Americano Botafogo por certo conhece o servente José Ribamar Bernardo. O que muitos não sabem, contudo, é que Ribamar é um artista. Desde criança, ele se dedica a escrever poesias e romances. Atualmente, aos 37 anos, ele já colheu alguns frutos desta atividade paralela. Participou de vários concursos, inclusive um de música, promovido pela Rede Globo, em 1982 - MPB Shell - no qual concorreu ao prêmio de melhor compositor, com a canção "Lampião". Além disto,
Ribamar venceu um concurso literário em Duque de Caxias, há quatro anos, e está sempre atento ao que acontece na área literária, dentro e fora do Rio.

Ribamar, que também já estudou teatro, tem guardados 700 manuscritos de poesias e 17 romances. Um destes romances foi transformado no livro "Obra do Destino", lançado em 1989. Ele também produziu a trilogia "Poetas Brasileiros de Hoje" e seu próximo projeto é lançar um novo livro, em setembro de 2004, que tanto pode ser de poesias, quanto um
romance. "Trabalho para alimentar meu sonho de escrever. A minha maior alegria é quando faço um poema que acaba com o sofrimento de alguém", conta Ribamar.

  ABRIL DE 2003
 
Leandro Duarte

Técnico em contabilidade, Leandro Duarte é um jovem de 20 anos que não lida só com números, mas emociona fãs incondicionais, como seu pai, sempre que toca os primeiros acordes em seu violão ou em sua guitarra. Há dois anos trabalha no Anglo, onde foi estagiário do Contas a Pagar da Sede Administrativa da escola. Na volta às aulas de 2003, Leandro foi contratado como auxiliar administrativo e passou a trabalhar na tesouraria da Unidade Nova Ipanema.
Mas esse profissional da área de exatas também é conhecido por sua paixão pela música. Aos 16 anos, Leandro reuniu um grupo de seis amigos e decidiram aprender a tocar um instrumento. Desde então, foram inúmeras apresentações em casa noturnas, festas de debutantes e comemorações familiares, regadas a muita MPB, música pop e até forró. A mais especial não sai da lembrança:
"Toquei em uma escola para crianças excepcionais e, sem dúvida, foi o trabalho de que mais gostei. Me senti um verdadeiro músico, vendo tanta criança batendo palma.

  SETEMBRO DE 2002
 
Marcia Regina de Oliveira e Silva - Programadora Visual
Um dia, ouvi uma frase que resolvi ter como lema diante da rápida evolução que assola o mundo. "A máquina não substituirá nunca, o homem criativo".
Não é suficiente ser mais um profissional, é necessário que tenhamos um diferencial.
Tive como berço da minha profissão a prancheta, pois foi como arte-finalista de uma Editora que comecei a me envolver com a rogramação Visual. Tempos se passaram e me vi diante do novo, o computador. Tive que reciclar-me, agora na área informatizada, fazendo cursos, pois oportunidades de trabalho surgiam, mas... e a tão solicitada experiência? Eu não a tinha.
Foi então que na prática, precisei da criatividade. Da prancheta, trouxe a experiência que muito contribuiu na elaboração dos projetos no computador.
Amo o que faço.
Como programadora visual há 9 anos no Anglo-Americano - unidade Botafogo - me sinto incentivada a cada criação, principalmente pela receptividade do trabalho.

  MAIO DE 2002
 
Marcelo Casemiro Vieira - Inspetor Geral
Inspetor Geral da unidade Barra, Marcelo Casemiro Vieira trabalha há quatro anos no Anglo, onde estão sob sua responsabilidade o ginásio coberto, a sala audiovisual e o portão da escola. Mas, em algumas noites e nos fins de semana, o inspetor adota o pseudônimo de "DJ Marcelinho" e comanda
picks-up e pistas de dança cariocas. Para conciliar as duas atividades, Marcelo divide o trabalho musical com seu sócio e irmão e só assume compromissos quando sua rotina no Anglo está cumprida. "Sou DJ há mais de dois anos. No começo, era só uma diversão, mas hoje sou muito solicitado, faço o som de casamentos, aniversários, toco em clubes e já fiz até carnaval
de rua".
A Melhoria Contínua é uma das premissas das Crenças e Valores do Grupo Anglo-Americano, que aposta no talento de seus funcionários e incentiva suas atividades dentro e fora dos muros do colégio.

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